Quando soube que estava grávida estava tão feliz que parecia que caminhava sobre as nuvens, tocava na minha barriga a toda a hora, sentia-me a mulher mais feliz do mundo.
Durante a gravidez, tirando o primeiro trimestre, senti-me sempre tão bem.
Amei o meu filho desde o primeiro momento, adorava senti-lo a mexer dentro de mim, de conversar com ele e de ouvir música para bebés...
Li de tudo sobre bebés, mas nada nos prepara para o que vem a seguir ao momento em que nascem, nem quando estão doentes...
Quando nasceu foi o bebé mais lindo que alguma vez vi, todas as mães dizem isto, e era "meu", um pedaço de mim!
Senti um frio na barriga quando me apercebi "aquele pequeno ser precisa de mim para tudo", é verdade aquele "pedacinho de gente" precisava de uma mãe e de um pai (e tem um excelente pai) para sobreviver neste mundo. Isto assustou-me, seria eu capaz de dar conta do recado, e se me acontecesse alguma coisa o que seria dele? Era mesmo nova em idade e na nova "profissão", depois de passar a fase de "gata selvagem" em que era possessiva com o meu bebé, quase que "arranhava" a quem lhe queria pegar, ficava a "rosnar" a quem se aproximava, finalmente aprendi que ele estava cá não era só para mim, mas para o mundo, tal como uma vez ouvi dizer "os filhos passam por nós mas nunca são nossos".
É verdade, tive de cortar o cordão umbilical (3 meses depois) que me prendia a ele, sim desta vez era eu que estava presa a ele, e aprender a dividir, confesso que foi a melhor coisa que podia ter acontecido porque no fim do dia ele será sempre o meu bebé, o meu filho e eu serei sempre a sua mamã.
Em nove anos já me ensinou tanto, mais que qualquer livro e qualquer curso, já me deu tantas alegrias (diárias) e as lágrimas de alegria que já chorei!
Tento esconder dele quando estou em baixo, mas ele percebe, tantas vezes são os seus abraços apertados que me enchem de força e mimo, sim porque também sou mimada, uma mãe mimada.
Resumindo, sou uma verdadeira "mãe galinha", fui egoísta de inicio, aprendi que ele não era só meu, aprendi a ceder, aprendi a libertá-lo e o mais importante de tudo tenho sido eu e o pai, e iremos ser, a ensiná-lo e prepará-lo para a vida.
Mas vais ser sempre o meu "bebé da vida"!
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