segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cortar o cordão

Sim, adoro ser mãe, é a palavra mais bonita que conheço depois de amor!
Quando soube que estava grávida estava tão feliz que parecia que caminhava sobre as nuvens, tocava na minha barriga a toda a hora, sentia-me a mulher mais feliz do mundo.
Durante a gravidez, tirando o primeiro trimestre, senti-me sempre tão bem.
Amei o meu filho desde o primeiro momento, adorava senti-lo a mexer dentro de mim, de conversar com ele e de ouvir música para bebés...
Li de tudo sobre bebés, mas nada nos prepara para o que vem a seguir ao momento em que nascem, nem quando estão doentes...
Quando nasceu foi o bebé mais lindo que alguma vez vi, todas as mães dizem isto, e era "meu", um pedaço de mim!
Senti um frio na barriga quando me apercebi "aquele pequeno ser precisa de mim para tudo", é verdade aquele "pedacinho de gente" precisava de uma mãe e de um pai (e tem um excelente pai) para sobreviver neste mundo. Isto assustou-me, seria eu capaz de dar conta do recado, e se me acontecesse alguma coisa o que seria dele? Era mesmo nova em idade e na nova "profissão", depois de passar a fase de "gata selvagem" em que era possessiva com o meu bebé, quase que "arranhava" a quem lhe queria pegar, ficava a "rosnar" a quem se aproximava, finalmente aprendi que ele estava cá não era só para mim, mas para o mundo, tal como uma vez ouvi dizer "os filhos passam por nós mas nunca são nossos".
É verdade, tive de cortar o cordão umbilical (3 meses depois) que me prendia a ele, sim desta vez era eu que estava presa a ele, e aprender a dividir, confesso que foi a melhor coisa que podia ter acontecido porque no fim do dia ele será sempre o meu bebé, o meu filho e eu serei sempre a sua mamã.
Em nove anos já me ensinou tanto, mais que qualquer livro e qualquer curso, já me deu tantas alegrias (diárias) e as lágrimas de alegria que já chorei!
Tento esconder dele quando estou em baixo, mas ele percebe, tantas vezes são os seus abraços apertados que me enchem de força e mimo, sim porque também sou mimada, uma mãe mimada.
Resumindo, sou uma verdadeira "mãe galinha", fui egoísta de inicio, aprendi que ele não era só meu, aprendi a ceder, aprendi a libertá-lo e o mais importante de tudo tenho sido eu e o pai, e iremos ser, a ensiná-lo e prepará-lo para a vida.
Mas vais ser sempre o meu "bebé da vida"!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Desabafos...



Há momentos, em que a tristeza toma conta de mim.
Momentos em que...eu queria gritar
momentos em que eu queria dizer tanta coisa,
que me vai na alma e no peito... Desabafar contigo, convosco.
Quantos de vós saberão tão bem do que falo!
Quantos de vós sentem o mesmo que eu!
E no entanto, da minha boca, não sai uma única palavra
ficam presa no silêncio da garganta
desmanteladas num sussurro amargo que se desfaz em lágrimas.
Tantas vezes essas lágrimas são minha companhia...

(autor desconhecido)

Não podia encontrar melhor descrição sobre aquilo que sinto todos os dias, a tristeza, as lágrimas que todos os dias correm pela minha cara, o silêncio...a solidão durante o dia, não ter ninguém para desabafar perto de mim, o "nó na garganta" quando eu preciso de falar sobre a dor que sinto no peito e na alma.
Tantas vezes quero gritar, gritar, gritar bem alto, mas as forças vão-se...
Por isso, pelos momentos que quero gritar e não posso ou não consigo, aqui vai:

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhahhhhhhhhhhhhhhhhahhhhhhhhhhhhahhhhhhhhhhhhhhhahhhhhhh


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O colo de uma mãe - precisa-se!

Apesar de ser adulta o que mais preciso, quando estou em baixo, é de um colo, um colo que só uma mãe tem e que só uma mãe sabe dar.
Apesar de ter mãe, é o mesmo que não ter, raras foram as vezes que tive o colo dela e pouco me lembro dessas vezes.
Quantas vezes preciso de falar com uma "mãe" que me oiça, me acalme e que esteja sempre com "um colinho" para mim.
Quando oiço amigas minhas a dizerem que as mães são as suas melhores amigas dentro de mim "choro" e resta-me ficar com um "ciúme"  por não ter a sorte que elas têm.
Ultimamente, como estou numa fase menos boa, dou por mim a chorar como uma criança, nunca me vou conformar com a forma como sou e sempre fui tratada pela minha mãe nem pela sua indiferença para comigo, eu peço tão pouco, só um carinho, uma palavra amiga, coisas que  só as mães sabem fazer...
Sou mãe, é o meu maior feito, o meu filho é o centro da minha vida, ajuda-me a lutar, é a minha força e alegria, e desde que ele nasceu e até quando ele querer e precisar tem sempre o meu, ou o seu colinho aqui, para o confortar, abraçar e quem sabe se refugiar do mundo, por sentir um amor incondicional por ele, por ser MÃE, eu tenho dificuldade em perceber e em aceitar como é que alguém que tem filhos se "esquece" para que serve o "colinho da mamã".
Filho estou sempre aqui inteira de alma e coração para ti, AMO-TE!

Solidão

Solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....


Chico Buarque de Holanda

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os verdadeiros amigos...

É nas situações mais difíceis que descobrimos os verdadeiros amigos, e eu descobri que tinha muito poucos.
Com a ajuda deles, as suas palavras de apoio e o facto de nunca desistirem de nós ganhamos novas forças para continuar-mos a lutar e a ver com outros olhos a vida.
Aos meus amigos verdadeiros, á pessoa que está sempre ao meu lado à mais de 10 anos, OBRIGADA!
Porque se hoje eu consegui vencer mais um dia, e as lágrimas que chorei hoje foram de agradecimento por fazerem parte da minha vida, alguns à distancia.

Para os meus amigos

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sorrir mesmo triste...

Já cheguei á segunda semana do tratamento, apesar  de saber que ainda é cedo, tento ao máximo não me deixar ir "abaixo".
É muito dificel lutar contra nós próprios, contra os nossos pensamentos e contra os momentos menos bons do nosso dia á dia.
Quando estamos deprimidos não queremos ver nada nem ninguém, mas a solidão ainda nos faz pior, ao isolarmo-nos ainda pensamos mais e mais no que nos está a chatear, porque a nossa cabeça não pára de pensar...
Tantas vezes eu sorrio mas por "dentro" estou a chorar, nenhum medicamento me fará voltar a sorrir como antes, sou eu que tenho de lutar para recuperar a minha pessoa.

 



"Ainda que haja noite no coração, vale a pena sorrir para que haja estrelas na escuridão."

Arnaldo Alvaro Padovani

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."


Fernando Pessoa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Esperança precisa-se...

Sempre fui uma pessoa cheia de esperança, mas confesso, que ao longo dos anos tem diminuído pelo menos em relação a mim própria.
Mesmo em baixo eu ouço os problemas dos outros e dou conselhos, que eu própria deveria seguir, tento ajudar consigo mesmo que a pessoa em causa mude de atitude perante qualquer que seja o problema.
O melhor era mesmo eu seguir esses meus conselhos e voltar a ter esperança, força de vontade e voltar a acreditar em mim. É uma luta diária comigo mesmo, uma luta que tenho de vencer...
Ontem ao falar com uma conhecida, que está com uma depressão, parecia que estava a ouvir-me a mim mesma, a mesma tristeza e a falta de desanimo perante a vida, fiz-me de forte e dei-lhe um "raspanete", perdeu toda a vontade que tinha para viver, até a família deixou de ser um motivo forte para ela continuar a lutar e a ter esperança no dia de amanhã.
Sim, eu vou-me abaixo várias vezes ao dia, perco as forças, a minha mente fica perdida, o medo apoderasse de mim, mas olho para a família que construi e apoio-me nela para continuar, porque a depressão "dói" muito.
Porque a esperança é a ultima a morrer!


A mais fiel de todas as companheiras da alma é a esperança.

"Pe. António Vieira"





O que é a depressão pós-parto?





A depressão pós-parto pode apenas ser uma sensação de tristeza e passar a uma depressão grave que pode levar à incapacidade física e mental. A depressão pós-parto pode tornar-se numa depressão com consequências bastante graves, quer para a mulher quer para quem a rodeia. Contudo, a depressão pós-parto na maioria das mães recentes é algo de passageiro, sem grandes consequências. No entanto, quanto mais depressa for detectada, mais depressa será tratada, diminuindo assim a gravidade das consequências.

Sintomas da depressão pós-parto

  • Irritabilidade, crises de choro constantes e ansiedade
  • Diminuição da energia, sensação de cansaço constante
  • Sensação de vazio e de tristeza constante
  • Desinteresse pelo bebé
  • Baixa auto-estima
  • Vontade de dormir muito ou de dormir muito pouco
  • Sentimentos de culpa, incapacidade, pessimismo, sensação de inutilidade
  • Perda de interesse no sexo, e nas actividades lúdicas diárias
  • Perda de peso ou aumento de peso excessivo
  • Pensamentos de suicídio ou tentativa de suicídio
  • Dificuldade de concentração e falta de memória
  • Dificuldade em tomar decisões
  • Sintomas físicos como: problemas de pele, dores de cabeça, problemas digestivos, dores crónicas que não desaparecem
 Como tratar a depressão pós-parto?
Em primeiro lugar, se suspeitar que pode estar a sofrer de depressão pós-parto deve dirigir-se urgentemente ao seu médico e reportar-lhe os seus sintomas e a sua suspeita. Usualmente a depressão é tratada com antidepressivos e combinada com psicoterapia. Contudo, os tratamentos variam de acordo com a gravidade da depressão. A medicação alivia os sintomas psíquicos e a psicoterapia ajuda a lidar com o problema.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nesta vida, em que sou meu sono, Não sou meu dono,
Quem sou é quem me ignoro e vive
Através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que eu outrora tive,
Numa só vida.
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
Mas minha cor vem do meu alto céu,
E só me encontro quando de mim fujo.


Quem quando eu era infante me guiava
Senão a vera alma que em mim estava?
Atada pelos braços corporais,
Não podia ser mais.
Mas, certo, um gesto, olhar ou esquecimento
Também, aos olhos de quem bem olhasse
A Presença Real sob disfarce


Fernando Pessoa


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um dia de cada vez...

Hoje estou a tentar manter-me distraída, o máximo possivel, mas a minha cabeça não pára de pensar e pensar e pensar...
Quero fazer tudo ao mesmo tempo, não consigo fazer uma coisa de cada vez, quero fazer tudo de uma só vez, como se isso fosse possivel, depois do por mim exausta, enervada e acabo a chorar.
Eu sou daquele género antes de fazer as coisas já estou exausta de tanto pensar em tudo o que quero fazer, mesmo nas coisas mais simples como as tarefas domésticas e até ir ás compras, a minha cabeça está sempre a "girar", a pensar, só me apetecia ter um botão para poder desligar os meus pensamentos.
Esta semana entrei na segunda semana da medicação, ainda é cedo para ver resultados, tenho de ter força para conseguir ultrapassar esta fase menos boa.
"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se."

 Gabriel Garcia Marquez

domingo, 15 de janeiro de 2012

Como aprendi a omitir a Depressão

Depois de mudar para uma nova cidade, onde não conhecia ninguém e ninguém me conhecia, assim que estava a 100% comecei a procurar emprego.
Queria começar uma nova vida e esquecer o passado.
Tinha 20 anos e nunca tinha ido a entrevistas de trabalho nem sabia como eram, nas primeiras entrevistas faziam-me sempre a mesma pergunta "porque não terminou o curso?" ou "porque desistiu?", e eu, na minha ingenuidade, dizia a verdade "tive uma depressão".
Depois de várias entrevistas, e muitas respostas negativas, comecei a juntar tudo e cheguei á conclusão que pelo facto de eu ter dito que tinha tido uma depressão era considerada "incapaz" para trabalhar.
Na próxima entrevista não mencionei a depressão apenas disse que não tinha gostado do curso e só assim consegui emprego.
Se vivemos numa sociedade que se diz tão aberta, se a depressão é uma doença tão falada e considerada uma doença dos tempos modernos porquê?
Sendo assim uma pessoa, por um azar na vida, teve uma depressão essa pessoa é incapaz para trabalhar, foi assim que eu me senti.
Afinal, as mentalidades não mudaram, mesmo para as pessoas formadas e informadas, tal como antigamente uma pessoa que tivesse um esgotamento nervoso era apelidada de maluca, tantas vezes que eu ouvia isto.
Eu não me considero maluca nem inferior a ninguém apenas tive o azar de ter ficado doente mas, se a sociedade assim o "exige", eu omito a minha doença.
"A Auto-estima é o que há de mais divino no ser humano. Pois, quando nada lhe resta, resta-lhe a si mesmo".

 Cíntia Salvato

sábado, 14 de janeiro de 2012

Bati no fundo...

Estou desempregada á dois anos, o que fez com que eu voltasse a ficar deprimida.
Sinto-me uma inútil, ando pela casa vazia sozinha e doí e penso "eu não mereço isto, sou prisioneira da minha própria casa".
Existem manhãs em que não me apetece levantar da cama, só me apetece chorar e que esta dor passe depressa.
Eu tenho pena de mim porque a minha vida está a passar e eu assim neste estado lastismável.
Voltei á medicação, voltou o medo que sinto cada vez que tomo novos medicamentos, voltei a ser um farrapo humano, por sorte fui aprendendo com os anos a controlar as crises de ansiedade e os ataques de pânico.
Ainda só passou uma semana que comecei a medicar-me  e tento pensar que vou ser capaz, sei que os medicamentos, sem a minha força de vontade , não fazem milagres.
Revolta-me o facto de andar "drogada", sentir-me sedada, como que a minha mente andasse "controlada", e todos os efeitos secundários das mesmas "drogas" que tomo.
Sinto-me feia, magra, triste e com vontade de chorar a qualquer momento, perdi a vontade pela vida, foi por isto tudo que procurei ajuda, eu sabia que se continuasse assim não aguentava porque não estava a viver mas sim a sofrer a cada dia que passava.
Na cidade onde vivo não tenho amigos próximos, uma amiga para falar, para sair...
Passou mais um dia vamos ver como será o de amanhã.

Para ajudar na auto-estima.

"Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nescendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar sua presença."

Paulo Coelho

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma mensagem positiva.


A minha História, a minha luta e como aprendi a lidar com a depressão..

Aprendi da pior maneira a não fazer planos e que a via é aquilo que fazemos dela, ou o que nos deixam fazer. Nunca vou esquecer aquela noite em que fiquei a conhecer e a saber o que era uma depressão nervosa.
Andava na Universidade,apesar de não ser o curso que eu queria,no primeiro ano e fiz aquilo que nunca devemos fazer a nós próprios,exigi de mim algo que ninguém consegue alcançar - Ser a melhor e nunca desiludir a família, família essa que era tudo menos normal com os pais sempre a brigar e a separar e juntar constantemente.
Ir para a Universidade foi uma óptima experiência que nos ajuda a "crescer" e eu adorei, mas constantemente era me exigido muito, quase como uma ameaça, cheguei a ouvir "se chumbas mato-te", não liguei muito, na altura, porque a pessoa em questão estava embriagada.
Todos os dias desde que acordava, só parava quando ia para as aulas e dormir, eu estudava, estudava e estudava...mas isso não chegava para mim.
Quando chegaram as frequências do ultimo semestre já eu andava exausta tanto de estudar como da pressão que me era feita para conseguir passar.
Quando chegou o dia da prova oral de História, eu estava mais que preparada, mas para minha surpresa chumbei, foi um choque total para mim, todo o caminho que fiz para casa de autocarro foi a chorar, 50 km a chorar sem parar nem me preocupar com os outros passageiros, quando cheguei a casa ouvi "eu já sabia", o que eu queria era um abraço, alguém que me consolasse e me desse "colo".
Durante um ano lectivo eu estudei que nem uma louca, viram o meu esforço e em vez de me ajudarem deitaram-me mais para baixo.
No dia a seguir resolvi fazer uma "directa", a primeira da minha vida, não jantei porque com o "stress" que andava não tinha fome, comecei então a estudar quando de repente começo a sentir-me esquisita, a minha cabeça estava dormente, gelei, não conseguia respirar, sentia uma aflição no peito, nem sei explicar bem, até que me levaram para o hospital.
No hospital colocaram-me a soro e calmantes, e eu só pedia para me porem a dormir porque não aguentava aquela agitação que sentia, passaram horas até ficar estável, eu só queria que me tivessem "desligado" tal era a minha aflição.
Foi o inicio de esgotamento nervoso, no hospital disse aos meus pais que nunca mais queria voltar a estudar mas o meu pai não gostou da ideia.
Não voltei a estudar, nesse Verão ia diariamente, várias vezes ao dia, ás urgências com ataques de pânico e ansiedade, soube o que era mais tarde, chegava a ficar com os braços paralisados, até que cheguei á medica certa, depois de correr vários médicos e tomar vários medicamentos.
Eu estava um "farrapo", emagreci imenso, passava os dias na cama, chorava imenso, não queria dormir sozinha, e jurei a mim mesma que nunca mais na minha vida iria deixar que alguém mandasse na minha vida, eu que toda a vida fui boa aluna e boa filha, para satisfazer os caprichos de pessoas que não souberam durante uma vida ser pais nem exemplo para ninguém.
Com os tratamentos a pouco e pouco fui recuperando, depois de 5 meses a sofrer, voltei a sentir-me quase como antes, mas nunca mais eu iria ser a mesma, costumo dizer que existiram duas pessoas de mim uma até aos 19 e outra depois da depressão.
A alegria de antes agora era tristeza e medo constante, só podia contar comigo e aprender a controlar os meus ataques de pânico e crises de ansiedade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O que é a Depressão?

 É um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idadesA Depressão é uma doença do corpo inteiro, não só do cérebro.
Os sintomas mais comuns são tristeza, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite (algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), de desejo sexual, falta de vontade ate mesmo de fazer coisas simples tipo tomar banho, assistir televisão ou ler um jornal. Sensação da falta de sensações. Ou seja, basicamente uma diminuição geral do nível de energia da pessoa.
Nem sempre a depressão significa tristeza, na maioria das vezes o sintoma principal é a queda de energia.
Ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos que não saem da cabeça. A pessoa perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais gostava de conviver. Parece que não consegue se concentrar numa leitura ou guardar na memória o que leu.
Às vezes aparecem ataques de ansiedade , palpitações e tremor, verdadeiros ataques de pânico.
Também podem ocorrer Pensamentos Obsessivos: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não consegue tirá-los da cabeça.
Problemas que antes eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Coisas que antes eram agradáveis perdem a graça.
Alguns casos de Depressão caracterizam-se por dores vagas e difusas pelo corpo ou na cabeça.
Muitas vezes aparecem pensamentos de “dormir e não acordar mais”.
Algumas pessoas se sentem como se estivessem separadas do mundo por uma redoma de vidro.
Outras não conseguem nem sentir alegria nem tristeza (“sensação da falta de sentimentos”).